
Parar de crescer não significa parar de se desenvolver
Data: 04/01/2012
Por: Redação TN
Um dos pontos mais importantes discutidos nos meandros da economia ambiental diz respeito ao seguinte fato: fazer com que a economia pare de crescer não significa, consequentemente, que irá parar de se desenvolver. O que os economistas com uma visão mais apurada da questão ambiental desejam é justamente obter desenvolvimento. O que esses mesmos economistas tanto condenam é um crescimento conseguido sob as ruínas da degradação do capital natural. Assim, a economia ambiental não se coloca (e nunca se colocou) contra o desenvolvimento, mas sim contra as elevadas taxas de crescimento que inflam a economia à custa de piorar, substancialmente, o meio ambiente, e, por conseguinte, a qualidade de vida.
A evolução da política de gás natural do governo brasileiro
Data: 13/12/2011
Por: Redação TN / Infopetro
Quase um ano após a sanção do Decreto 7.382, pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, foi realizado em Brasília um seminário sobre os desafios do novo marco regulatório da indústria de gás natural no Brasil. O evento ocorreu no final de novembro a partir de uma iniciativa conjunta do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Empresa de Planejamento Energético (EPE). O principal objetivo do evento foi discutir com os agentes do setor os principais desafios existentes na implementação do novo marco regulatório da indústria de gás natural.
Pré-sal: um obstáculo para as energias renováveis?
Data: 28/11/2011
Por: Redação TN / Infopetro
Os recentes acidentes com derramamento de petróleo no Golfo do México e agora na Bacia de Campos colocam em tela um questionamento à exploração do Pré-sal brasileiro: Não estaria o Brasil entrando numa aventura desnecessária com a iminência da substituição do petróleo por fontes de energia renováveis? Este questionamento está ligado à ideia de que o petróleo é uma energia do passado e que não vale a pena mobilizar recursos da sociedade em um negócio fadado a encolher e desaparecer rapidamente. Esta ideia não tem sustentação na realidade dos fatos.
Novo Maracanã já nasce velho
Data: 01/11/2011
O projeto do novo Maracanã confirma a exclusão de um item absolutamente importante para que qualquer projeto de engenharia do gênero possa ser chamado de “moderno e sustentável”. Apesar do variado cardápio de estádios de futebol espalhados pelo mundo com aproveitamento energético do Sol, a caríssima obra de reconstrução do Maracanã – quase R$ 1 bilhão – ignorou essa possibilidade.
Nenhum país é uma ilha
Data: 18/10/2011
Por: Redação TN
Nenhum homem é uma ilha, dizia o poeta inglês John Donne, no Século 17. No auge da globalização, é razoável afirmar que nenhum país é uma ilha. Quando as coisas apertam o mundo, o Brasil tende a se ilhar, mentalmente. O Brasil é uma ilha de prosperidade, dizia o general Geisel. Tsunami econômico aqui não passa de marolinha, afirmava o presidente Lula. O jornalista norte-americano Michael Lewis acaba de concluir um livro – Boomerang, Viagens ao Novo Terceiro Mundo – sobre a Europa. Ele percorreu quatro países: Islândia, Irlanda, Grécia e Alemanha. Seu objetivo era extrair lições para os Estados Unidos. E concluiu que os norte-americanos deveriam inquietar-se com a crise europeia, pois podem ser os próximos da fila.
Cidades em Transição: Um modelo sustentável para as comunidades
Data: 13/10/2011
Por: Redação TN
Em 2004, Rob Hopkins, professor de permacultura, juntamente com seu amigo Naresh Giangrande, criou um novo conceito, o chamado “Transition Town”, e o desenvolveram na cidade inglesa de Totnes, local de residência de Rob. Rob e Naresh dedicaram mais de um ano envolvendo e mobilizando a população local sobre as questões relacionadas à crise energética e às mudanças climáticas. Também envolveram professores e renomados pensadores do Schumacher College, importante instituto de ensino de sustentabilidade localizado também em Totnes. Depois de debates promovidos, sessões interativas e educativas, a comunidade já estava apta a sugerir e contribuir com ideias para a transição de uma realidade de elevado consumo de energia para um estado mais sustentável. Em 2006, o Transition Town Totnes foi formalmente lançado como um movimento.
A era das grandes responsabilidades
Data: 06/10/2011
Por: Redação TN
Manter a qualidade de vida para mais de 9 bilhões de habitantes vai exigir da humanidade uma visão mais pragmática de suas responsabilidades diante do planeta. Tudo indica que antes da Rio+20, programada para meados de 2012, a Comissão Estratigráfica Internacional vai oficialmente proclamar que desde o início da revolução industrial no século XVII, entramos numa nova era geológica – o antropoceno – caracterizada por um forte impacto das atividades humanas sobre o porvir da Nave Espacial Terra.
Força de arrasto: inimiga do consumo automotivo
Data: 26/09/2011
Por: Redação TN
Um dos principais desperdícios de energia no Brasil se deve à aerodinâmica dos veículos, que aperfeiçoada pode reduzir substancialmente o consumo de combustíveis, sobretudo dos caminhões de uso rodoviário, que trafegam em velocidades muito elevadas. Quando um veículo se desloca em velocidade constante, o motor trabalha basicamente para vencer as forças representadas pelas resistências de rolamento dos pneus e do ar (ou força de “arrasto”). A primeira é oferecida pelos pneus que se deformam continuamente para criar uma área de contato com o solo, fundamental para a frenagem do veículo. Embora possa ser reduzida, os saltos de eficiência são poucos.
Código Florestal: cientistas precisam ser ouvidos antes da votação no Senado
Data: 19/09/2011
Por: Redação TN /O Estado de S.Paulo
Há mais de um ano que as discussões sobre a reforma do Código Florestal dominam os trabalhos do Congresso Nacional e ocupam um lugar considerável nos meios de comunicação. O substitutivo Aldo Rebelo polarizou os debates e acabou levando o próprio governo a uma séria derrota, quando foi aprovado por grande maioria da Câmara dos Deputados. Praticamente ignorado em toda a discussão foi um interessante relatório preparado por um grupo de trabalho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), que reúne os dados científicos básicos sobre o que se sabe a respeito das florestas brasileiras e as razões por que elas precisam ser protegidas.
Energia: por que a cogeração?
Data: 13/09/2011
Por: Redação TN
Em 2001, o país enfrentou um racionamento no uso da energia elétrica, com repercussões negativas em vários segmentos da industria e do comércio, que afetou, igualmente, grande parte da sociedade brasileira. Recentemente, por conta de dois eventos significativos, provocados por problemas não totalmente bem explicados, parte do país conviveu com “apagões elétricos” de grandes proporções, sendo que o último ocorreu no inicio deste mês de setembro de 2011. No Rio de Janeiro e em São Paulo, suas distribuidoras de energia elétrica têm provocado “black outs” localizados, com repercussões em áreas residenciais, comerciais e, em alguns casos, industriais, ensejando os mesmos problemas e prejuízos embora em escalas menores. Seria possível calcular os prejuízos materiais resultantes destas faltas de suprimento elétrico?