Artigos

 

Reduzir álcool na gasolina é paliativo

Sérgio Abranches

Data: 31/08/2011

Por: Redação TN / Ecopolítica

 

A decisão de reduzir o percentual de álcool na gasolina de 25% para 20% corre o risco de não alcançar os objetivos do governo, ter efeitos colaterais negativos muito superiores aos poucos benefícios que possa gerar. O Brasil tem uma mania velha de décadas: nunca tem política de precaução, olhando par a frente. Sempre adota medidas de emergência, surpreendido por eventos anunciados. Nunca tenta prever os efeitos colaterais dessas medidas de afogadilho. Tarda a agir sobre as causas do problema, quando o faz.

A energia verde como um negócio

Jacqueline Batista Silva

Data: 30/08/2011

Por: Redação TN  / Infopetro

 

A maioria das considerações sobre a energia verde apresenta como motivador para a sua utilização a questão ambiental. Essa abordagem começa a ser substituída. Ao avaliar as possibilidades da economia verde na economia mundial em crise, é possível encontrar resultados interessantes. Por muito tempo, temas como “economia verde” ou “utilização de fontes renováveis de energia em processos produtivos” fizeram parte de uma abordagem sobre mudança climática ou manutenção da qualidade da vida humana no futuro. Dizia respeito a alguma utilização consciente de recursos energéticos, mas sem a devida análise do fator econômico. Para preencher essa lacuna a The Brookings Institution lançou em julho deste ano um relatório intitulado Sizing The Clean Economy, em que avalia do ponto de vista econômico – tomando como eixo a geração de empregos – o papel da economia verde nas regiões metropolitanas dos Estados Unidos.

Política para etanol na contramão da lógica da economia

Sérgio Abranches

Data: 29/07/2011

Por: Redação TN / Ecopolítica

 

Ao anunciar medidas de apoio à produção e estoque de etanol, governo diz que suspendeu temporariamente a decisão de reduzir do álcool misturado à gasolina. Bom para a qualidade do ar. A redução da mistura de etanol na gasolina, teria benefício pequeno no preço, porque o preço do etanol continuará pressionado e aumentará o preço da gasolina na bomba. Além disso, em algum momento, a Petrobrás terá que descongelar o preço da gasolina ao distribuidor, porque já enfrenta enormes desequilíbrios no seu balanço. A medida teria muito mais impacto negativo na qualidade do ar, do que benefício no controle da inflação.

Belo Monte é pior do que estava previsto

Sérgio Abranches

Data: 20/07/2011

Por: Redação TN / Ecopolítica

 

O balanço de malefícios e benefícios de Belo Monte só piora. O projeto marca em definitivo a falência do licenciamento pelo Ibama. Uma licença precária que certamente não considerou a complexidade do que estava licenciando, nem seus impactos ambientais. A cada nova informação fica mais claro que o projeto é ruim. Foi mal planejado desde o início. O governo entregou à Amazônia uma “Caixa de Pandora”, cada vez que uma de suas portas se abre, dela saem uma nuvem de problemas e males imprevistos e insanáveis.

Decisões energéticas tomadas após acidente em Fukushima engendrarão nova corrente na história

Daisaku Ikeda

Data: 18/07/2011

Por: Redação TN / IPS

 

O espírito humano possui uma qualidade extraordinária: a capacidade de abrigar esperança mesmo na crise mais devastadora. A demonstração deste potencial é a maneira como as pessoas estão respondendo à catástrofe sísmica que assolou o Japão em 11 de março deste ano. Após o terremoto e posterior tsunami, pessoas de todas as partes do mundo expressaram à população japonesa sua solidariedade, somando-se às tarefas de resgate e colaborando com incontável ajuda humanitária, tanto material quanto espiritual.

COP-17: Reunião preparatória de Bonn fracassou

Sérgio Abranches

Data: 21/06/2011

 Por: Redação TN / Ecopolítica

 

Todas as questões relevantes ficaram em suspenso ao final da reunião em Bonn, preparatória para a COP17 na África do Sul. O que as autoridades estão chamando, por obrigação protocolar, de “avanços” não passa de melhor definição de detalhes nos “grupos subsidiários” (subsidiary bodies). Esses, mesmos se adotados formalmente, não teriam muito valor na ausência de um bom acordo inclusivo sobre mudança climática, com claros mecanismos de obediência (compliance).

Grandes cidades na liderança de ações em mudança climática

Sérgio Abranches

Data: 03/06/2011

Várias das cidades representadas no C40 estão na vanguarda na redução de emissões de gases estufa. Nova York está mudando sua frota de táxis para veículos híbridos e elétricos. Está implantando ciclovias e devolvendo espaço ocupado por automóveis à população. Portland está virando paradigma de “cidade do clima”. Em várias dessas cidades há movimentos por “telhados verdes” e “telhados brancos”. Na Europa muitas já adotaram o “pedágio urbano” para desestimular o tráfego de carros no centro da cidade e estimular o uso de transporte coletivo. Veículos leves sobre trilhos, bondes modernos (tramways), metrôs estão sendo implantados para permitir a transição do transporte individual para o coletivo com qualidade. Como modelos de transição, há o recurso do BRT (Bus rapid transit), particularmente em cidades de países em desenvolvimento: Bogotá, Cidade do México, Curitiba.

Dez destaques ambientais do Brasil

Evaristo Eduardo de Miranda

Data: 03/05/2011

Por: Redação TN

 

Apresentado como uma das fortes economias emergentes, o Brasil já é uma potência ambiental no cenário internacional. Porém, persiste uma absurda e injustificada vitimização do país e de sua agricultura no tema ambiental, cultivada aqui e no exterior. Dez destaques ambientais relevantes ilustram com fatos e números a posição excepcional do Brasil.

Impactos indiretos de Belo Monte serão muito maiores que os diretos

Rodolfo Salm

Data: 15/03/2011

Por: Redação TN

 

O professor Luiz Pinguelli Rosa publicou na Folha de S. Paulo, no último dia 12 de fevereiro, um artigo defendendo a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Um de seus principais argumentos foi o preço oficial que a sociedade pagaria por sua energia: R$ 68/MWh, em comparação com o das novas termelétricas, de R$ 140/MWh. Achei curioso o professor acreditar na manutenção dos R$ 68 e por outro lado citar tão genericamente a redução do fluxo no canal principal do rio. "A solução é garantir uma vazão mínima (pelo leito original do rio)", escreve. De quanto seria essa tal vazão mínima? Ela garantiria a sobrevivência dos peixes e a navegabilidade do rio?

O duplo discurso das potências nucleares

Ray Acheson

Data: 11/03/2011

Por: Redação TN

 

Um novo ‘Tratado de Redução de Armas Estratégicas’ (Start) entrou em vigor no início fevereiro. O acordo entre Rússia e Estados Unidos estabelece em 1.550 a quantidade máxima de foguetes com ogivas nucleares que cada país pode contar a qualquer momento (esse número havia baixado de 2.200 para 1.700 no acordo anterior). O tratado não afeta o número de ogivas nucleares que cada país pode possuir (estimado em 8.500 para os Estados Unidos e 11 mil para a Rússia) e foi saudado como uma vitória pelos partidários do desarmamento.



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