ࡱ> KMJ7 "bjbjUU .L7|7|lNNNNNNNb bF2 (4 4 4 4 4 4 4 $x N4 4 4 4 4 * NN4 4 * * * 4 N4 N4 * 4 * * yNN4 J9bvH 0F, * bbNNNNPartituras em Braille 11/2/2010 Por Fbio Reynol Agncia FAPESP Interpretar notas musicais grafadas em uma partitura tarefa banal para um msico. Porm, quando o instrumentista deficiente visual essa atividade se torna muito mais complicada, sem contar os inmeros obstculos enfrentados durante o processo de aprendizagem musical. Entender como um deficiente visual aprende a ler partituras pelo mtodo Braille e analisar o ensino de msica e os recursos disponveis para essas pessoas foi o tema da tese de doutorado Do toque ao som: ensino da musicografia Braille como um caminho para a educao musical inclusiva. O trabalho foi defendido e aprovado na quarta-feira (10/2) por Fabiana Fator Gouva Bonilha, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com orientao do professor Claudiney Rodrigues Carrasco, do Departamento de Msica. A motivao da pesquisa surgiu da minha prpria experincia, contou Fabiana, que bacharel em msica e deficiente visual desde o nascimento. Ela explica que o trabalho a ampliao de sua dissertao de mestrado, intitulada Leitura musical na ponta dos dedos: caminhos e desafios do ensino de musicografia Braille na perspectiva de alunos e professores e concluda em 2006. Tanto no mestrado como no doutorado a estudante contou com apoio de bolsas da FAPESP. Durante o mestrado ela entrevistou estudantes de msica com deficincia visual e coletou suas percepes sobre o processo de aprendizagem. Entre as concluses, Fabiana levantou que h poucos espaos de formao que atendem s necessidades dos deficientes e a demanda por esses cursos grande. Essas dificuldades a fizeram voltar para o problema da incluso musical dos deficientes visuais durante o doutorado. A fim de compor a tese, a estudante analisou todo o processo a ser percorrido por um deficiente visual que quer ter uma educao formal em msica, a comear pelo desafio de encontrar ou transcrever partituras para o cdigo Braille. Para que a transcrio seja bem-sucedida, fundamental a figura do transcritor. Ele tem que ser um especialista tanto em msica como em Braille, apontou. Essa atividade pode ser desempenhada tanto por pessoas que enxergam como por deficientes visuais, de acordo com Fabiana. Uma das maiores contribuies do estudo foi a formao de um acervo de cerca de 50 partituras vertidas para o sistema Braille durante a pesquisa. Esse material j est disponvel no Laboratrio de Acessibilidade da Biblioteca Central Csar Lattes da Unicamp. A maioria dessas composies brasileira. Isso importante porque podemos fazer um intercmbio trocando partituras em Braille com instituies de outros pases, disse. Capacidade de abstrao A partitura transcrita, no entanto, apenas o incio do processo para o estudante com deficincia visual. Fabiana explica que a musicografia em Braille exige muito mais do estudante. Os smbolos musicais impressos em tinta so convencionalmente grafados em cinco linhas, chamadas de pentagrama. Uma composio para piano, por exemplo, utiliza ao mesmo tempo dois pentagramas, um para cada mo, e um acima do outro para indicar a simultaneidade de algumas notas. Uma partitura em Braille, por sua vez, contm apenas caracteres resultantes das combinaes entre seis pontos salientes. O msico deve interpretar as notas ao toque dos dedos e ler cada linha separadamente e assim inferir a simultaneidade das mos do piano, por exemplo. preciso um grau de abstrao muito maior e uma slida formao musical, disse Fabiana. Isso alm de uma boa memria, uma vez que o instrumentista deve decorar toda a partitura antes de execut-la. A pesquisa obteve um levantamento qualitativo baseando-se em trs experincias: o aprendizado de musicografia Braille de dois deficientes visuais e a capacitao de um professor de msica para ensinar um aluno com deficincia visual. Como pr-requisito, Fabiana selecionou casos em que os envolvidos tinham conhecimento musical prvio e que o desafio, portanto, seria introduzi-los ao sistema de notao musical em Braille. Os alunos escolhidos eram aprendizes de instrumentos distintos: violo e teclado, o que exigiu adaptaes especficas, pois as partituras desses instrumentos so diferentes. Deficincia congnita ou adquirida Fabiana conseguiu traar algumas diferenas no aprendizado entre deficientes visuais congnitos (de nascena) e os que adquiriram a deficincia ao longo da vida. Entre as pessoas com deficincia visual desde o nascimento, por exemplo, est a maior prevalncia do chamado ouvido absoluto, que a capacidade de identificar tons musicais em sons isolados. Isso ocorre porque a deficincia congnita impe ao indivduo uma dependncia dos sons desde muito cedo. A importncia do som nesses casos muito maior, pois ele d toda a referncia do espao, disse. Segundo ela, nesses casos a estrutura neuronal formada logo na primeira infncia, visando enfatizar a audio. Pesquisas mostram que algumas regies do crtex visual so realocadas para processar sons nos crebros de deficientes visuais congnitos, disse. Tambm para esses, o reconhecimento ttil mais desenvolvido. O Braille torna-se o primeiro cdigo de escrita, enquanto que na deficincia adquirida travado um processo de readaptao realidade, comparou. Ao desenvolver a pesquisa, Fabiana colecionou uma srie de arquivos sonoros que compreendiam aulas, alm de depoimentos de deficientes visuais e de professores de msica. Achei esse material rico demais para ser guardado e elaborei um roteiro para unir esses arquivos em um audiodocumentrio, conta. Quando o seu orientador ouviu o piloto, incentivou-a a grav-lo em estdio. O resultado um documentrio de cerca de dez minutos com uma trilha sonora adaptada pela prpria doutoranda, e efeitos produzidos por equipamentos Braille alm das vozes captadas ao longo da pesquisa. O objetivo da produo, segundo ela, foi retratar a concepo de um deficiente visual. Por esse motivo, propositadamente, a estudante no quis utilizar imagens. Esse udio tornou-se a sntese sonora da pesquisa, afirmou. O orientador do trabalho, Claudiney Carrasco, considera que a tese de Fabiana relevante em vrios aspectos. a primeira contribuio de peso na pesquisa em musicografia braille no pas e abre um amplo campo para que mais gente pesquise e contribua nessa rea, afirmou. O professor da Unicamp tambm ressaltou o aspecto da incluso inerente da pesquisa. Para ele, o trabalho traz resultados prticos que vo auxiliar professores de msica a interagir com alunos deficientes visuais. realmente uma incluso, no se trata s de aceitar o aluno cego e deix-lo se virar sozinho. Fabiana prope um trabalho voltado a atender s necessidades desse estudante", disse. justamente a incluso do deficiente visual no ensino regular de msica a principal concluso da tese, de acordo com Fabiana. Para ela, no so necessrias escolas especializadas em deficientes, mas que as instituies de ensino regulares se adaptem a esses alunos. Para isso, explica a musicista, seria fundamental a participao de trs personagens nesse processo: um professor de msica especialmente preparado, um aluno consciente e motivado e um especialista transcritor que possa fornecer material de estudo de qualidade para o processo. Com esses elementos, a grande demanda por instruo musical por parte de deficientes visuais pode comear a ser atendida, aponta. Audiodocumentrio sobre o ensino da musicografia Braille:  HYPERLINK "http://www.agencia.fapesp.br/audiodocumentario.mp3" www.agencia.fapesp.br/audiodocumentario.mp3 Fonte :  HYPERLINK "http://www.agencia.fapesp.br/materia/11759/partituras-em-braille.htm" http://www.agencia.fapesp.br/materia/11759/partituras-em-braille.htm (em 11/02/10) 3J!!!!!!!!!""S"T"U""""ͪ0JCJOJQJ^JmHsH'jKCJOJQJU^JmHsH!jCJOJQJU^JmHsH0JjU jUCJOJQJ^JmHsHmHsH !23TUuvno a$a$"abyzST>?tu56  Z[[%&I!J!!!!!"",1h/ =!"#7$% KDyK ,www.agencia.fapesp.br/audiodocumentario.mp3yK ~http://www.agencia.fapesp.br/audiodocumentario.mp3yX;H,]ą'cDyK Ehttp://www.agencia.fapesp.br/materia/11759/partituras-em-braille.htmyK http://www.agencia.fapesp.br/materia/11759/partituras-em-braille.htmyX;H,]ą'c i8@8 NormalCJ_HaJmH sH tH F@2F Heading 3dd@&[$\$5CJ\aJ>@B> Heading 4dd@&[$\$5\<A@< Default Paragraph Font8U@8 Hyperlink7>*B*S*Y(ph:^@: Normal (Web)dd[$\$0>@0 Title$a$ CJmHsH4B@"4 Body Text$a$mHsHBP`2B Body Text 2CJOJQJ^JmHsHL !23TUuvno a b y z ST>?tu56  Z[%&IJ000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000"!a[""$%"#TXX !23SUtvnp a b y z ST>?tu56  Z[%&IJU!13SUtvmo ` b x z RT=?su46 Y[$&HJ Bencio BizIC:\Documents and Settings\Luciana Lemos\Desktop\Partituras em Braille.doc<_ L^`CJOJQJo(^`CJOJQJo(opp^p`CJOJQJo(@ @ ^@ `CJOJQJo(^`CJOJQJo(^`CJOJQJo(^`CJOJQJo(^`CJOJQJo(PP^P`CJOJQJo(<_ "rvbʤ[@^Q|=Wdxf@Tp@UnknownGz Times New Roman5Symbol3& z Arial?5 z Courier New;Wingdings"h[↭[oH 5!7r0 2QPartituras em Braille Bencio Biz Bencio BizOh+'0 $ @ L Xdlt|Partituras em Braille9art Bencio Bizenen Normal.dot Bencio Biz1nMicrosoft Word 9.0l@V@8@9oH