Entrevistas

 

Nancy Jackson

Combustão do avesso

Data: 25/05/2011

Por: Redação TN /  Fábio de Castro, Agência Fapesp

 

A tecnologia de baterias poderá passar por uma revolução no futuro, mas, enquanto isso não acontecer, os combustíveis líquidos permanecerão como a forma de energia mais concentrada e eficiente disponível para suprir as necessidades da humanidade. Utilizar a energia do sol para transformar os resíduos da combustão em insumos para a fabricação de novos combustíveis líquidos é o objetivo das pesquisas de um grupo de cientistas dos Estados Unidos, com coordenação de Nancy Jackson, presidente da Sociedade Norte-Americana de Química (ACS, na sigla em inglês).

Paulo Barreto

Desmatamento indireto causado por Belo Monte pode passar de 5 mil km²

Data: 26/04/2011

Por: Redação TN / Bruno Calixto, Amazonia.org.br

 

Um estudo encomendado pelo Ibama identificou o desmatamento que a usina de Belo Monte pode causar, caso não sejam propostas medidas de controle. O aumento da população seria a principal causa. Para construir a usina, a empresa Norte Energia terá que desmatar 500 km2 da floresta amazônica.  Mas uma obra desse porte modifica a dinâmica econômica na região, e pode estimular mais desmatamentos.

Luis Zarref

Código Florestal é porta de entrada para ruralistas destruírem mais leis

Data: 25/04/2011

Por: Redação TN / Vinícius Mansur, Brasil de Fato

 

Em junho de 2010, a Comissão Especial sobre Mudanças no Código Florestal aprovou o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Com as eleições batendo à porta, o governo segurou a votação do relatório pelo plenário da Câmara, temendo um desgaste eleitoral – especialmente pelo fator Marina Silva (PV).

André Trigueiro

A multiplicação de carros no Brasil é uma bomba relógio ambiental

Data: 21/03/2011

Por: Redação TN / IHU On-Line
 


“Não existe mais hora do rush e isso significa perda de mobilidade”, constata Trigueiro, ao avaliar o trânsito caótico das cidades. Segundo ele, a engenharia de tráfico do país tem que mudar e, “em bom português”, diz que isso “significa que os investimentos públicos em transporte de massa eficiente, barato e rápido devem ser superiores, devem suplantar os investimentos públicos que abrem caminho para o transporte individual”. De acordo com o jornalista, a maioria dos impostos pagos pelos brasileiros ainda beneficia o transporte individual. “Isso é um desajuste, um desacerto e é injusto, porque a maioria dos brasileiros não tem carro”, reitera.

Arnold Gundersen

À sombra da catástrofe nuclear

Data: 17/03/2011

Por: Redação TN / David Case, Global Post

 

Os efeitos do desastre nuclear em Fukushima, Japão, continuam preocupando o mundo inteiro. Múltiplas explosões fizeram saltar os tetos e paredes externas de reatores da usina e uma luta heróica está em curso, para prever o pior. Durante vários dias, as autoridades tentaram tranquilizar o público. Agora, pedem ajuda. Para obter respostas independentes sobre os riscos enfrentados pela população, o Global Post entrevistou Arnold Gundersen, de 39 anos, ex-veterano da indústria nuclear. Hoje professor de Física e Matemática em Kent, Gundersen trabalhou como operador de usina nuclear e atuou como especialista na investigação do incidente de Three Mile Island, nos EUA.

Joaquim de Carvalho

Potencial Hidrelétrico e Energia Nuclear no Brasil

Data: 02/03/2011

Por: Redação TN /  Rogério Lessa, Monitor Mercantil

 

Durante palestra sobre o futuro da energia nuclear no contexto do sistema elétrico brasileiro, no Clube de Engenharia, o pesquisador e consultor em energia Joaquim de Carvalho frisou que o país ainda tem grande potencial de geração hidrelétrica a explorar e, com novas formas de se segmentarem os aproveitamentos, os impactos ambientais podem ser bem assimilados pelos ecossistemas micro-regionais. Mesmo assim, o custo da energia hidrelétrica será inferior ao da energia nuclear, que o país quer retomar. Se esse potencial for associado ao potencial eólico, para estruturar um sistema hidro-eólico, o Brasil poderá oferecer à sua população eletricidade, em termos per capita, em níveis comparáveis aos dos países considerados desenvolvidos, isto admitindo – como faz o IBGE – que a população se estabilizará em 215 milhões de habitantes, por volta de 2050. Em entrevista ao Monitor Marcantil, ele fala mais sobre a questão.

Lucia Ortiz

Candiota: Um retrocesso ambiental

Data: 01/03/2011

Por: Redação TN / IHU On-Line

 

Com as primeiras pesquisas de aproveitamento do carvão mineral para geração de energia elétrica, surgiu, nos anos 1960, o Complexo Termelétrico de Candiota, no Rio Grande do Sul.  A Fase A, com duas unidades, entrou em operação em 1974 e, doze anos mais tarde, a Fase B foi inaugurada, totalizando 446 Mw instalados.  Trinta anos depois, a última etapa do projeto, a Fase C, acaba de ser concluída e está sendo testada.  “Temos como primeiro grande feito neste início de governo, a inauguração de uma obra tão poluente, como se fosse um elemento de sucesso, quando, na verdade, é um grande retrocesso”, disse Lucia Ortiz, do Núcleo Amigos da Terra Brasil, em entrevista à IHU On-Line.

Juan Pablo Sáenz

Sentença contra Chevron é executável porque é justa

Data: 21/02/2011

Por: Redação TN /  Gonzalo Ortiz, IPS

 

No dia 14 deste mês, um tribunal provincial equatoriano decidiu pela condenação ambiental mais severa da história contra uma petroleira, a corporação norte-americana Chevron. Entretanto, há alguma esperança de que seja executada? “Não continuaríamos trabalhando no caso se não acreditássemos que a possibilidade de êxito, em uma escala de um a dez, é dez”, respondeu o mais jovem dos advogados equatorianos responsáveis pelo processo, Juan Pablo Sáenz. Trata-se do julgamento ambiental do século. A sentença, em primeira instância, ordena que a Chevron pague US$ 9,51 bilhões pelos danos causados à saúde humana e ao meio ambiente em uma área amazônica do nordeste do Equador, nas províncias de Sucumbíos e Orellana, onde sua atual filial, Texaco, realizou atividades de exploração e prospecção de petróleo por 26 anos.

Lina Pimentel

Plano Nacional de Resíduos Sólidos: prevenção é o norte da política

Data: 11/02/2011

Por: Redação TN / IHU On-Line

 

O decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos “fixou conceitos, delimitou as responsabilidades e tratou do poder público no âmbito da responsabilidade compartilhada, das cooperativas, ou seja, deu norte mais claro para os conceitos da nova política, a qual já traz novidades para o mundo institucional e jurídico”, avalia Lina Pimentel, em entrevista concedida à IHU On-Line. Apesar de o plano não estabelecer metas e prazos especificos para os setores, ele abre oportunidade para a negociação, que, segundo a advogada, “é o procedimento mais correto (...) para que se evitem questionamentos posteriores da validade do documento”.

Ana Lucia Gonçalves da Silva e Carlos Raul Etulain

Amianto: impactos econômicos da proibição no Brasil

Data: 28/01/2011

Por: Redação TN / IHU On-Line

 

Apesar da omissão do governo federal, na última década o país avançou no processo de capacitação e substituição progressiva por fibras alternativas, com opções seguras que atendem tanto às especificações tecnológicas quanto às de proteção da saúde humana e do meio ambiente, de acordo com Ana Lucia Gonçalves da Silva e Carlos Raul Etulain. Em entrevista ao IHU On-Line eles falam sobre os impactos econômicos da proibição do uso do amianto no Brasil. "Falta ao país uma legislação nacional que proíba claramente o uso de todo tipo de amianto, como já o fizeram quatro estados brasileiros: Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo”, defenderam.



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