
Célio Bermann
Energia hidrelétrica não é limpa nem barata
Data: 03/08/2010
Por: Redação TN / Manuela Azenha, Viomundo
O professor de pós-graduação em Energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Célio Bermann, em entrevista ao Viomundo, site de Luiz Carlos Azenha, desmistifica os benefícios de o Brasil aproveitar o potencial energético dos rios da região Amazônica. Bermann foi assessor do Ministério de Minas e Energia durante os dois primeiros anos do governo Lula e se afastou em desacordo com o que considera desvirtuamento da política do governo para o setor. Crítico assíduo do planejamento energético brasileiro, ele não só rejeita a construção de usinas hidrelétricas como a de Belo Monte, mas propõe uma nova direção de desenvolvimento econômico para o país.
Reiner Hartenstein
A emissão de CO2 associada à internet é maior que de todo tráfego aéreo
Data: 02/08/2010
Por: Redação TN / Ana Lúcia Moura, da Agência UnB
Em entrevista exclusiva ao Portal da UnB, o cientista alemão Reiner Hartenstein afirmou que o alto consumo de energia dos grandes servidores de rede ameaçam o futuro da computação. Há pelo menos 40 anos, o cientista alemão estuda os computadores. Naquela época, as máquinas que hoje dominam o mundo eram artigos de luxo, enormes e caros. Hoje, os computadores são baratos, portáteis, velozes, cabem na palma da mão e armazenam milhões de informações. Ninguém vive sem eles. O resultado é um consumo de energia nunca antes imaginado e que pode tornar insustentável seu uso no futuro.
Roland Widmer
Belo Monte: um monstro financiado
Data: 26/07/2010
Por: Redação TN / IHU - Instituto Humanitas Unisinos
O projeto da usina Hidrelétrica de Belo Monte tem sido chamado por alguns críticos de faraônico. E isso não é só pelo seu tamanho e potencial, mas também pelos custos que vai gerar. E quem vai pagar essa conta? Quem são os financiadores e que responsabilidades eles têm sobre os impactos que o projeto vão gerar? Recentemente, entidades que lutam contra a construção da hidrelétrica entregaram uma notificação aos financiadores da obra apontando que eles também têm responsabilidades sobre os danos que a obra vai causar. Em entrevista à IHU On-Line, Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, aborda o conteúdo da notificação que, por enquanto, só foi enviada ao BNDES.
André Villas-Boas
Belo Monte: Trinta anos de cooptação e omissões
Data: 20/07/2010
Por: Redação TN / IHU On-Line
André Villas-Bôas trabalha com os povos e a causa indígena desde 1978. Preocupado com os impactos, sociais, culturais e ambientais, das obras em relação à usina hidrelétrica de Belo Monte, ele concedeu a entrevista à IHU On-Line, onde resgatou os 30 anos de existência deste projeto e avaliou a situação da região neste momento. “Belo Monte é um ‘cavalo de tróia’ de um complexo hidrelétrico que está planejado para o Xingu há muitos anos, mas é só a ponta deste projeto”, resumiu.
Gerson Fauth
Para entender o vazamento de petróleo nos EUA
Data: 08/07/2010
Por: Redação TN / IHU On-Line
Pelo menos cinco mil litros de óleo vazam diariamente do poço de petróleo que sofreu acidente no Golfo do México. Este volume é cinco vezes maior do que o estimado quando a plataforma que extraia óleo deste poço afundou. A IHU On-Line conversou com o professor de Geologia da Unisinos, Gerson Fauth, sobre as implicações técnicas de contenção do vazamento e se há chances de ocorrer algo semelhante no Brasil, que, com o pré-sal, começa a investir pesado na extração de petróleo. Gerson Fauth é mestre em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Geologia pela Universitat Heidelberg (Alemanha). Atualmente, é professor do PPG em Geologia da Unisinos, onde ministra as disciplinas de Bioestratigrafia e Ostracodes.
Ana Cristina Barros
Código Florestal: proposta permite período de cinco anos sem controle do desmatamento
Data: 22/06/2010
Por: Redação TN / Bruno Calixto, Amazonia.org.br
A proposta de mudança do Código Florestal brasileiro, indicada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), vai permitir cinco anos sem qualquer controle do desmatamento - contrariando a afirmação do projeto de que durante cinco anos o desmatamento seria proibido. A interpretação é de Ana Cristina Barros, da ONG The Nature Conservancy (TNC). Ela acompanha os debates e as votações do Código Florestal na Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro, na Câmara dos Deputados.
Paula Leitman e Gustavo Martinelli
Espécies vegetais: a megadiversidade brasileira
Data: 04/06/2010
Por: Redação TN / IHU
A primeira meta da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU, cujo prazo final é 2010, foi cumprida. Mais de 400 pesquisadores brasileiros se envolveram no trabalho que conseguiu fazer um cadastro inédito com mais de 41.121 espécies da nossa flora. A lista foi idealizada pelo Ministério do Meio Ambiente e elaborada pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). A IHU On-Line conversou com uma das pesquisadoras envolvidas no projeto, Paula Leitman, e o coordenador do CNCFlora, Gustavo Martinelli. Eles contaram como a pesquisa foi feita, as novidades que ela trouxe e a representação dela para a biodiversidade do país.
Jean Paul Metzger
Código Florestal: proposta ruralista coloca biodiversidade em risco
Data: 26/05/2010
Por: Redação TN / Greenpeace
"A mudança do Código Florestal será a pior coisa que pode acontecer ao Brasil nos últimos anos." A fala precisa é de Jean Paul Metzger, doutor em ecologia pela Universidade Paul Sabatier de Toulouse (França) e professor da USP (Universidade de São Paulo). Presente em seminário em São Paulo que discutiu a proposta de mudança do Código Florestal, Metzger apresentou estudo que critica os planos da bancada ruralista de diminuição, ou até mesmo fim, da reserva legal e permissão de cultivo em áreas de preservação permanente (APPs) – que deveriam ser mantidas, como determina a lei, mas que sofrem constante ataque. Em entrevista, o pesquisador recomenda a manutenção de extensões mínimas de mata nativa dentro das propriedades, sob pena de assinar a sentença de morte para várias espécies nos próximos anos.
Guilherme Camargo
Energia nuclear vai crescer no Brasil
Data: 18/05/2010
Por: Redação TN / Vivian Vasconcellos, do Opinião e Notícia
A polêmica sobre os rumos da energia nuclear no Irã – que voltam de forma frequente às páginas de jornais devido à possibilidade de o enriquecimento de urânio no país ter fins militares – levanta a questão dos investimentos no setor. O Opinião e Notícia entrevistou o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Guilherme Camargo, para avaliar a situação da energia nuclear no Brasil. Segundo Camargo, existem planos de expansão no mercado por parte do Governo Federal: “Não podemos depender das hidrelétricas e ficarmos reféns de São Pedro.” Ele informa ainda que o Brasil já é o sexto país em reservas de urânio do mundo e quer implantar, no mínimo, mais quatro usinas até 2030.
Roland Widmer
Os bancos não possuem uma atuação sustentável na Amazônia
Data: 12/05/2010
Por: Redação TN / Thais Iervolino, Amazonia.org.br
Numa escala de 0 a 5, as políticas de instituições financeiras do mundo, com relação às florestas, foi avaliada em 1. Essa foi uma das conclusões do estudo recém lançado Close the Gap, da articulação internacional Bank Track, que monitora as ações dos bancos voltadas à sustentabilidade. Diante desse contexto, o Amazonia.org.br conversou com Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças, da organização Amigos da Terra-Amazônia Brasileira (AdT-AB), que representa o Bank Track no Brasil.