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Áreas de infraestrutura e energia na Índia oferecem oportunidades para empresas brasileiras

Data: 20/03/2017 16:47

Por Redação/ Assessoria Firjan

Segundo K. Nagraj Naidu, diretor-geral de Diplomacia Econômica do Ministério de Relações Exteriores da Índia, o país tem potencial tanto para atrair companhias quanto em termos de comércio, uma vez que sua economia, baseada no consumo, é composta por população majoritariamente jovem.

“Quase metade do 1,2 bilhão de indianos estão em idade economicamente ativa. E essas pessoas irão consumir carros, construir casas e demandar uma série de serviços e produtos nos próximos anos”, disse, em participação no seminário Oportunidades de Negócios na Índia.

Naidu ressaltou os projetos do país em diferentes setores que irão fomentar importações e parcerias internacionais em curto e médio prazos. Entre as iniciativas estão investimentos em ferrovias e rodovias, o planejamento em desenvolvimento urbano com a criação de cidades inteligentes e a expansão da energia elétrica.

Anurag Srivastava, presidente da Aditya Birla, falou sobre a experiência da empresa indiana no Brasil. Líder mundial na produção de alumínio e cobre, a companhia tem unidade em São Paulo e busca expandir sua presença no país e no continente sul-americano.
De acordo com ele, a instalação de empresas na Índia também é um negócio vantajoso: “É possível abrir uma companhia em apenas 29 dias. Além de não precisar ter parceiro indiano entre os sócios, é possível ter acesso a todos os benefícios concedidos pelo nosso governo, com repatriação de recursos simplificada”.Outro segmento com oportunidades é o da construção civil, que será incrementado com a criação de 40 milhões de moradias nos próximos anos. “Não vamos comprar apenas cimento e aço. Queremos construir hotéis, hospitais e diferentes tipos de habitações. Tudo isso pode potencializar o comércio com as empresas brasileiras”, afirmou.

“O Brasil é um país interessante para fazer negócios. Temos similaridades culturais, o que nos aproxima. Como empresa com padrões internacionais de qualidade, acreditamos que temos muito o que oferecer para as companhias brasileiras”, garantiu.

Para Sunil Lal, embaixador da Índia no Brasil, os dois países têm grande futuro como parceiros comerciais, podendo gerar negócios em áreas como a farmacêutica, a de tecnologia da informação e a agroindústria: “Somos o segundo produtor mundial de alimentos, mas apenas um pequeno percentual chega ao consumidor final. O setor agroindustrial brasileiro, que é muito forte, pode nos ajudar a enfrentar esse gargalo”.


Frederico Cezar de Araujo, diretor da FIRJAN Internacional, defendeu a importância de aproximação entre Índia e Brasil para acordos de cooperação. “Com o encontro do Brics realizado no ano passado na Índia, iniciou-se um caminho mais intenso de cooperação. Além de acordos para desenvolver nossas pequenas e médias empresas, podemos ter parcerias na área de ciência e tecnologia para fomentar a inovação no país”, pontuou.

Para Alexandre Agra, presidente da Agra Couros, a economia indiana tem mercado para proporcionar negócios relevantes com empresas fluminenses e brasileiras: “Há demanda para todo tipo de produto, o que traz oportunidades para intercâmbio comercial. Com essa aproximação, podemos catalisar parcerias e alavancar as exportações para o país”.

O seminário Oportunidades de Negócios na Índia, promovido pela FIRJAN Internacional e o Consulado Geral da Índia em São Paulo, aconteceu em 17 de março, na sede da Federação. 





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