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Grandes países em desenvolvimento formam frente

Data: 01/12/2009 02:12

Por: Reuters / CarbonoBrasil

 

Um grupo de grandes economias emergentes, incluindo China, Brasil e Índia, formou uma frente unida para pressionar os países desenvolvidos durante as negociações climáticas em Copenhague. Ao longo de dois dias de conversas organizadas sem muito alarde em Pequim, os países disseram que chegaram a um acordo em relação a assuntos importantes, como a necessidade do ocidente fornecer recursos financeiros e tecnologia para ajudar as nações em desenvolvimento a combater o aquecimento global.

 

O encontro contou com a participação de oficiais sênior da China, Índia, Brasil e África do Sul, além do Sudão, atual presidente do grupo dos 77 países em desenvolvimento. A China é o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa e a Índia é o quarto, enquanto o Brasil também está na liderança dos grandes emissores, principalmente devido ao desmatamento.

 

Todos os três, juntamente com a África do Sul, têm sido pressionados para reduzir o ritmo de crescimento das emissões de dióxido de carbono e anunciaram planos para isto. Eles alegam que as medidas dos países ricos para combater as mudanças climáticas, não são coletivamente boas o suficiente.

 

“O propósito do encontro era se preparar e contribuir para um resultado positivo, ambicioso e equitável em Copenhague”, segundo uma declaração publicada após as discussões, que ocorreram na sexta-feira a noite e sábado. “Acreditamos que este trabalho representa um bom ponto de início e continuaremos a trabalhar juntos ao longo dos próximos dias e semanas como uma contribuição em direção a um consenso em Copenhague”.

 

Alguns países desenvolvidos, incluindo a Dinamarca, estão apoiando um plano para  fechar um acordo político abrangente em Copenhague e concordar sobre os detalhes compulsórios posteriormente, em 2010, mas alguns países em desenvolvimento estão exigindo um resultado mais forte da conferência.

 

Convocação para apoiar Quioto

 

Os países em desenvolvimento também demonstraram alarmismo em relação aos esforços de dissipar o Protocolo de Quioto, criando um acordo completamente novo. A União Européia declarou que Quioto não conseguiu cumprir os seus objetivos de cortar as emissões dos países ricos e que era necessário um novo acordo.

 

A declaração de Pequim diz que Quioto deveria continuar vigorando, com os países ricos assumindo a responsabilidade de cortar as emissões de acordo com o segundo período de compromisso do Protocolo a partir de 2013. Em troca, as economias emergentes se comprometeriam a mitigar as emissões de gases do efeito estufa. Os participantes, que incluiu o ministro do Meio Ambiente indiano Jairam Ramesh, produziram a minuta de uma estratégia de negociação traçada pessoalmente pelo premier chinês Wen Jiabao, reportou o Hindustan Times.

 

O jornal indiano disse que o principal negociador climático chinês, Xie Zhenhua, apresentaria a estratégia em Copenhague na terça-feira. O grupo conservacionista WWF disse que a declaração de Pequim parece rejeitar a proposta dinamarquesa visando um acordo político em Copenhague.

 

“Não estamos surpresos que as economias emergentes propuseram este desafio para o mundo desenvolvido”, declarou a líder da Iniciativa Climática Global da WWF Kim Carstensen. “Francamente a proposta dinamarquesa é incrivelmente fraca e os governos dos países em desenvolvimento não são burros”.

 

 





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