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Grupo vai apresentar metas voluntárias de emissão até fim de janeiro

Data: 26/01/2010 01:54

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Por: Fabiano Ávila, CarbonoBrasil / Agências Internacionais

 

Os países em desenvolvimento que, em conjunto com os Estados Unidos, costuraram o Acordo de Copenhague se consolidam como vanguarda no combate ao aquecimento global. Ministros do Meio Ambiente do Brasil, África do Sul, Índia e China, grupo batizado de BASIC, estiveram reunidos no último domingo (24/1) em Nova Deli para confirmar até o próximo dia 31/1 as metas voluntárias de redução das emissões de gases do efeito estufa. Eles também revelaram que não esperam que o Acordo de Copenhague venha a ter força legal, mas que seja a base de negociações para a próxima Conferência das Partes (COP-16) no México, em dezembro.

 

“O acordo não é um documento legal. É um tratado político, uma vontade política. Nós entendemos que em Copenhague atingimos algo que irá facilitar os dois trilhos do processo de negociação, os quais só poderão ser legitimados como um documento legalmente obrigatório no México”, afirmou Jairam Ramesh, ministro do meio ambiente da Índia.

 

Apesar da ONU estar considerando estender o prazo para que os países declarem suas metas voluntárias e ações de mitigação, o BASIC voltou a confirmar que irá cumprir o combinado em Copenhague.

 

“Nós sentimos que é nossa obrigação respeitar o que foi decidido na COP15. É uma obrigação de liderança, e faremos isso até o dia 31mesmo se a ONU estender o prazo”, disse Buyelwa Sonjica, ministra da Água e Assuntos Ambientais da África do Sul.

 

Financiamento

 

Os ministros discutiram ainda a criação de um fundo para ajudar os países mais vulneráveis a mitigar os impactos do aquecimento global e argumentaram que as nações mais ricas deveriam liberar US$ 10 bilhões ainda em 2010. Eles alegam que esses US$ 10 bilhões seriam um sinal de comprometimento por parte dos desenvolvidos.  Nas últimas negociações, os EUA e os demais países ricos demonstraram a intenção de liberar US$ 30 bilhões até 2012, com a meta de US$ 100 bilhões até 2020, bem abaixo do que seria o necessário, afirma o BASIC.

 

O grupo também confirmou que está estudando a criação de um fundo independente, mas não entrou em maiores detalhes. Além disso, segundo o ministro de meio ambiente do Brasil, Carlos Minc, cada país do BASIC já estaria ajudando as nações mais pobres da América Latina, África e Ásia. O BASIC deve passar a se reunir a cada três meses, para consolidar o grupo e explorar novos meios de cooperação na ciência climática e na preservação ambiental. A próxima reunião está marcada para abril na Cidade do Cabo, África do Sul.

 





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