
Data: 29/01/2010 10:06
Por: Redação TN / Ipsos
Pesquisa Ipsos/Reuters indica que apenas 35% dos entrevistados de 23 países (que representam 75% do PIB mundial), acreditam que seus governantes e líderes empresariais tomam as medidas corretas para prevenir as mudanças climáticas. O levantamento feito com mais de 24 mil pessoas – cerca de mil entrevistados por país – e realizado antes, durante e depois da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague, em dezembro de 2009, aponta que 65% dos cidadãos entrevistados não acreditam que seus governantes e líderes de negócios tomam medidas adequadas para impedir as mudanças climáticas.
Na verdade, dos 23 países pesquisados, apenas três receberam notas satisfatórias dos entrevistados – são eles a China, que obteve o maior apoio (86%), seguido pela Índia (60%) e Turquia (54%).
No caso do Brasil, a maioria dos entrevistados (57%) discorda que os governantes e líderes empresariais estão no caminho certo para prevenir mudanças climáticas globais contra 43% que concordam. Já na Argentina, país da América do Sul que também faz parte da pesquisa, o resultado foi bem diferente, pois a porcentagem de pessoas que concordam é muito menor do que no Brasil, apenas 16% contra 84%.
A lista abaixo começa com os países onde os cidadãos entrevistados estão menos inclinados a concordar “que seus governantes e líderes empresariais dão os passos corretos e no ritmo certo para prevenir mudanças climáticas globais” até chegar àqueles países onde os cidadãos estão mais inclinados a concordar com esta afirmação:
Argentina 16% concordam 84% não concordam
México 17% concordam 83% não concordam
França 19% concordam 81% não concordam
Bélgica 20% concordam 80% não concordam
Hungria 23% concordam 77% não concordam
Alemanha 24% concordam 76% não concordam
Polônia 24% concordam 76% não concordam
Itália 26% concordam 74% não concordam
República Checa 26% concordam 74% não concordam
Holanda 26% concordam 74% não concordam
Suécia 29% concordam 71% não concordam
Grã-Bretanha 33% concordam 67% não concordam
Canadá 34% concordam 66% não concordam
Rússia 35% concordam 65% não concordam
Espanha 35% concordam 65% não concordam
Estados Unidos 38% concordam 62% não concordam
Brasil 43% concordam 57% não concordam
Coréia do Sul 43% concordam 57% não concordam
Japão 45% concordam 55% não concordam
Austrália 48% concordam 52% não concordam
Turquia 54% concordam 46% não concordam
Índia 60% concordam 40% não concordam
China 86% concordam 14% não concordam
Com relação aos resultados demográficos considerando toda a amostra, verifica-se que os cidadãos mais inclinados a discordar (65%) que seus governantes e líderes empresariais tomam as medidas corretas e no tempo certo para impedir mudanças climáticas são do sexo feminino, 67% contra 63% do sexo masculino; mais velhos (69% têm mais de 55 anos) comparados aos de meia idade (67% têm entre 35 e 54) e mais jovens (62% têm menos de 35 anos), e de classe baixa (67%) em comparação aos das classes média e alta (ambos 63%).
Por outro lado, os cidadãos que estão mais inclinados a concordar (35%) são do sexo masculino (37% contra 33% do sexo feminino), mais jovens (38% têm idade inferior a 35), em comparação com aqueles que são de meia idade (33% entre 35-54 anos) e mais velhos (31% com mais de 55), e das classes média e alta (ambos em 37%) em comparação com a classe mais baixa (33%).
Sobre a Ipsos
A Ipsos é referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados. Criada em 1975 na França, presente no Brasil desde 1997, consolidou-se como uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, estruturando-se por meio de áreas especializadas, com profissionais altamente qualificados em estudos de tendências e mercado. Possui escritórios em 56 países e realiza pesquisas em mais de 100. Atualmente atende mais de 5.000 clientes no mundo e possui mais de 8.000 funcionários.
No Brasil, com a aquisição da Alfacom, conta com quase 600 funcionários diretos, sendo a maior empresa de pesquisa ad hoc.
Para ter acesso à pesquisa da Reuters/Ipsos na íntegra, acesse (em inglês):
http://www.ipsos-na.com/news/reuters/
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