
Data: 06/09/2010 11:53
Por: Redação TN / Amazônia.org.br
"Chamar a atenção do mundo para a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), empreendimento que, segundo ambientalistas, pode causar grandes impactos ambientais". Esse foi um dos objetivos do vídeo narrado pela atriz norte-americana Sigourney Weaver e que descreve os danos que podem ser provocados pela construção da hidrelétrica. O vídeo, que está circulando na internet desde a semana passada e faz uma viagem interativa de dez minutos realizada no Google Earth, foi idealizada pelas ONGs International Rivers e Amazon Watch, em apoio à resistência encabeçada pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre. A versão em português será narrada pela atriz brasileira Dira Paes e tem lançamento previsto para a próxima semana.
O conceito original para o vídeo surgiu quando o diretor James Cameron, de Avatar, viajou para a região do rio Xingu, em abril. Weaver, uma das estrelas do filme, comentou, na época, que a barragem da hidrelétrica de Belo Monte, "seria um desastre para o rio Xingu, para a floresta e, certamente, para todos os povos indígenas e famílias que vivem ao longo do rio, pois o modo de vida deles desapareceria".
Em abril, a protagonista de "Alien - O Oitavo Passageiro" (1979) pediu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apostar em "um modelo energético do século 21", no lugar de um projeto "com tantas consequências negativas". O diretor e a atriz visitaram comunidades ao longo do rio Xingu, num tour de quatro horas dentro de uma canoa. A viagem foi realizada dentro de um plano de Cameron para sensibilizar os brasileiros a não construir a usina, por "prejudicar a população ribeirinha e índios caiapós", segundo afirmou o diretor.
A usina
A hidrelétrica de Belo Monte, se construída, será a terceira maior barragem do mundo em um dos principais afluentes do rio Amazonas, o rio Xingu. O projeto da construção da obra prevê o desvio de 80% do fluxo do rio Xingu. De acordo com a organização International Rivers, a obra vai devastar uma extensa área de floresta tropical brasileira, deslocando mais de 20 mil pessoas e ameaçando a sobrevivência de diversos povos indígenas.
Outra preocupação é o custo do empreendimento. "O governo diz que o projeto custará mais $ 10 bilhões de dólares, mas analistas da indústria dizem que, devido às dificuldades na construção de um projeto deste porte na Amazônia, o seu custo pode facilmente exceder os U$16 bilhões de dólares. Enquanto o projeto terá uma capacidade instalada de 11.233 MW, a barragem seria altamente ineficiente, gerando tão pouco quanto 1.000 MW durante a estação de seca que dura de 3-4 meses por ano", afirma a organização.
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