
Data: 06/01/2012 09:50
Por: Redação TN / Mônica Villela Grayley, Rádio ONU
As Nações Unidas devem estudar a situação de cada país interessado em produzir biocombustíveis. Segundo o novo diretor da Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, a produção não deve jamais afetar a segurança alimentar. O tema é polêmico. Em entrevista à Rádio ONU, de Roma, ele disse que é preciso analisar cada situação. E comentou um estudo feito na América Latina, em cooperação com a Comissão Econômica para a região, Cepal, sobre o impacto na produção do etanol. Segundo o estudo, apenas quatro nações estão aptas a produzir etanol sem riscos: Argentina, Brasil, Colômbia e Paraguai.
“Nós precisamos, caso a caso, ver que países podem ou não produzir biocombustível sem que isso afete a segurança alimentar, porque a segurança alimentar deve ter sempre prioridade", disse.
De acordo com José Graziano da Silva, nem todos os biocombustíveis são ruins. Ele afirmou que enquanto o produzido pela cana-de-açúcar é sustentável, já o baseado em em milho, como é o etanol americano, é o que mais preocupa a agência.
“Tem biocombustível que impacta na segurança alimentar e tem biocombustível, que além de não impactar na segurança alimentar, permite gerar novas fontes de renda para os agricultores nos países em desenvolvimento.”
Ainda na entrevista, José Graziano da Silva afirmou que espera que a produção do etanol à base de milho venha a diminuir nos Estados Unidos com o fim do subsídio aos agricultores americanos.
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