
Data: 27/01/2012 12:15
Por: Redação TN / Agência Ambiente Energia
Desde que as obras de construção da hidrelétrica de Belo Monte (PA) foram iniciadas próximas ao Sítio Pimental, as águas do Rio Xingu não sofreram prejuízo, informou o consórcio Norte Energia, responsável pela usina. Segundo a empresa, dados obtidos a partir da coleta de amostras do Rio Xingu apontam que as águas próximas ao Sítio Pimental, da hidrelétrica Belo Monte, estão uniformes e com turbidez (transparência da água) em níveis normais para esta época de chuvas na região.
O monitoramento foi realizado no dia 20 de janeiro pelo Instituto Internacional de Ecologia (IIEGA) – especializado em monitoramento de recursos hídricos -, acompanhado pela Gerência Socioambiental da Norte Energia. O material passará ainda por um processo mais rigoroso de avaliação a fim de demonstrar outros aspectos da qualidade da água.As atividades no Rio Xingu foram iniciadas com a construção de estrutura de acesso com a configuração de ensecadeira, para facilitar a entrada na Ilha Pimental, onde será construída a barragem e a casa de força complementar, com potência instalada de 233,1 megawatts (MW).
O IIEGA foi contratado pela Norte Energia em outubro de 2011, com o objetivo de comprovar a manutenção da qualidade da água e levar tranquilidade às comunidades tradicionais da região.
“Por serem materiais pesados e naturais, os sedimentos se acomodaram no fundo do rio como uma ação natural das chuvas em áreas de encosta”, destacou o biólogo do IIEGA, Guilherme Ruas Medeiros. Os resultados finais da análise devem ser obtidos até a primeira semana de fevereiro e serão entregues às autoridades.
De acordo com o consórcio, duas amostras foram coletadas em sete pontos distintos, num trajeto de 30 km abaixo da ensacadeira em construção do Sítio Pimental. A empresa explicou que, em tempo real, foi possível identificar o PH da água, condutividade, oxigênio dissolvido, turbidez, sólidos totais dissolvidos e temperatura, entre outros componentes. Um dos resultados obtidos, referentes à presença de sólidos dissolvidos, demonstrou que, nos sete pontos de coleta, os índices se mantiveram estáveis, em 0,014 G.L.. Portanto, não houve alteração na qualidade da água ao longo do rio por conta das obras de Belo Monte, segundo o consórcio.
Uma dessas amostras foi colhida na área da aldeia Arara da Volta Grande, ponto onde os moradores afirmaram haver a presença de resíduos e desconformidade da água. Na avaliação preliminar, foi constada a turbidez esperada, de 23,5 UNT. Da região próxima à aldeia até a ensecadeira, passando pelas aldeias Paquiçamba, Garimpo do Galo, Ilha da Ressaca e pela comunidade São Pedro, entre a estrutura de acesso e as obras na Ilha do Pilão, onde foram depositados os materiais sólidos, a turbidez da água apresentou um dos índices mais baixos, de 19,5 UNT, ou seja, maior dispersão dos materiais.
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