
Data: 01/02/2012 21:09
Por: Redação TN / EcoD
Querendo tornar-se o primeiro bairro energicamente eficiente da Argentina, La Perla (Moreno, a 47 km de Buenos Aires) já começou a ganhar seus primeiros coletores solares. Foram instalados 33 Sistemas Solares Térmicos (SST) que permitem usar a energia do sol para aquecer a água, fruto do “Projeto 100”. Na localidade, o gás natural não é distribuído em tubulações, fazendo com que os moradores adquiram o combustível envasado, por um preço muito superior.
Um fórum de organizações sociais, empresas, pesquisadores e governo se propôs criar na Argentina um bairro com cem casas alimentadas com energia solar.
Segundo a coordenadora María Fernanda Miguel, o objetivo do projeto é interferir para que sejam pensados em conjunto três temas nos quais hoje se trabalha em separado na agenda pública: moradia, energia e sustentabilidade. Estudos realizado no país detectaram que quase 40% do consumo de energia da Argentina é utilizada para atender às demandas de energia em todos os tipos de edifícios, e um pouco mais de 10% do consumo são para o aquecimento de casas.
Sendo o aquecimento de água doméstica o ponto mais crítico de consumo de energia Argentina, estes sistemas podem diminuir entre 60% e 80% do consumo anual.A utilização dos aquecedores deve reduzir, inicialmente, até 50% o consumo de energia doméstica.
Sistema
Os aquecedores solares fornecem entre 70% e 80% das necessidades de água quente anuais. Assim, as famílias ainda necessitam de um sistema adicional para ter água quente de consumo os 365 do ano. A capacidade dos equipamentos varia de acordo com a quantidade de habitantes da moradia. Os equipamentos têm uma vida útil de aproximadamente 20 anos e não requerem manutenção, ainda que seja recomendado revisar as conexões de entrada e saída uma vez por ano.
Além da instalação dos equipamentos, os habitantes da casa recebem capacitação sobre o “uso sustentável da moradia” e há oficinas a respeito do uso eficiente da energia, o uso racional da água e a gestão sustentável de resíduos.
O projeto tem apoio das autoridades municipais de Moreno e é financiado com doações. Este começou em 2010 atingindo 10 residências. O próximo passo é conseguir patrocínio para a instalação do sistema em outras 100 moradias. Com um investimento de apenas 5% dos custos das residências populares, o governo argentino poderia ampliar o programa para outras casas populares do país.
Versão para impressão
RSS
Assine a newsletter
Envie para um amigo