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Melhorar desempenho ambiental dos veículos é questão de urgência

Fonte: Redação / Plurale

Data: 12/03/2008 00:00

Os transportes são atualmente responsáveis por 25% das emissões de gases-estufa e a necessidade de consumo de energia do setor deverá aumentar cerca de 30% até 2030. Como será possível inverter esta tendência e fazer com que os transportes participem na luta contra o aquecimento global? Para o deputado italiano Gabriele Albertini (PPE-DE), autor de um relatório sobre o assunto, a solução passa por uma política integrada de inovação tecnológica, preço e alteração dos hábitos.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Européia do Ambiente, as emissões de gases-estufa por parte do setor dos transportes na UE aumentaram 26% entre 1990 e 2005. Em 2005 essas emissões correspondiam a 22% do total de emissões na UE e o setor dos transportes é o que regista o pior desempenho no que se refere aos objetivos do Protocolo de Quioto.
 
"Se não fizermos nada, o setor dos transportes será, brevemente, o principal responsável pela emissão de gases com efeito de estufa", afirmou Gordon McInnes, da Agência Européia do Ambiente, numa audição realizada pela comissão parlamentar para as Alterações Climáticas.

O relatório do deputado Gabriele Albertini será debatido hoje (12/3) pelo Parlamento Europeu e sugere uma série de medidas destinadas a melhorar o desempenho ambiental do setor. Entre essas medidas incluem-se o recurso a combustíveis alternativos, a imposição de impostos em função do grau de poluição dos veículos e a alteração dos hábitos dos cidadãos no que se refere aos meios de transporte utilizados e ao tipo de condução.
 
Por outro lado, refere Albertini, os Estados-Membros e a Comissão Européia devem investir mais em Investigação e Desenvolvimento no setor dos transportes, tendo em vista o desenvolvimento de tecnologias mais eficazes em termos energéticos, especialmente no que se refere à emissão de dióxido de carbono.
 
O problema dos engarrafamentos nas cidades, responsáveis por 40% das emissões de dióxido de carbono e por 70% das outras emissões poluentes tem de ser resolvido de uma forma mais ambiciosa e, além das áreas urbanas e metropolitanas, é necessário ter especial atenção com áreas sensíveis como as zonas montanhosas e marítimas.
 
"Para as áreas urbanas são necessárias políticas exigentes, como a imposição de taxas de tráfego automóvel e o pagamento da circulação nas estradas. A experiência de Londres pode ser um modelo para outras cidades e para nos ajudar a compreender o que é necessário fazer para um melhor desempenho ambiental", concluiu Albertini.
 
Para o autor do relatório, mesmo que hoje sejam desenvolvidos veículos híbridos ou à base de hidrogênio, quem poderá garantir seu sucesso no futuro?

"Novas tecnologias que permitam uma melhor eficiência energética, a redução da procura de transportes rodoviários e aéreos através de uma política de preços adequada, e as alterações na logística e nos comportamentos dos cidadãos serão bons pontos de partida. Em seguida, o mercado fará as opções corretas", acredita ele.

 





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