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Americanos buscam fechar parcerias sobre mudancas climáticas

Data: 22/08/2013 10:18

Por Redacao TN-Ambiente Energia

Raupp detalhou o estágio das conversas para o MIT estabelecer parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP), e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e responsável pela gestão de quatro laboratórios em Campinas (SP).


“O ITA, sob a administração do reitor Carlos Américo Pacheco, está negociando diretamente com o MIT e tem muito interesse numa cooperação educacional e em pesquisa científica, especialmente para interagir com empresas brasileiras, que se organizariam em torno de um centro de inovação tecnológica localizado em São José dos Campos”, disse o ministro.


Segundo Raupp, o MCTI se envolve de maneira ainda mais direta nas negociações entre o MIT e o CNPEM. “Organizamos um workshop em julho, quando se definiram várias áreas de atuação, em torno das quais vamos desenvolver a cooperação”, relatou. “A ideia é organizar um laboratório internacional de energias e materiais, localizado dentro do CNPEM e com a participação do MIT, para agrupar e estimular projetos não só do centro, mas de todas as organizações brasileiras de pesquisa e desenvolvimento que tiverem competência e interesse em participar dessas iniciativas.”


Na previsão do ministro, energia deve ser o item básico da cooperação entre MIT e CNPEM. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Alvaro Prata, “o ministério dá muita importância ao contexto energético, sobretudo nas modalidades renováveis, e os dois países cobrem um espectro bastante ampliado de interesses comuns na área”.


Prata ressaltou a tradição nacional em biocombustíveis e a existência de cooperações em andamento com os EUA. Outras áreas relevantes para parcerias, conforme declarou, seriam redes inteligentes – “pelas dimensões continentais” –, tecnologias limpas para utilização do carvão e fontes eólica e solar. “Recentemente, fizemos um seminário ligado à nanotecnologia com ênfase na área de energia, que faz parte de um acordo já formalizado com o Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL na sigla em inglês)”, completou.


Ao ouvir do secretário de Energia dos EUA sobre a importância de valorizar a vertente educacional da cooperação do MIT com os centros brasileiros, o ministro ressaltou que o Brasil tem no país “sua maior relação na formação de PhDs, cientistas e engenheiros, há muito tempo”. Segundo Raupp, o Ciência sem Fronteiras reforça essa realidade, já que a maior economia do mundo é o destino com mais bolsas concedidas pelo programa do governo federal.“Entendemos o Ciência sem Fronteiras como um instrumento para o desenvolvimento dessa cooperação em vários outros campos”, declarou o ministro. 





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