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Revista Brasileira de Tecnologia e Negócios de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química Fina e Indústria do Plástico

Pesquisador da UNIP cria as primeiras próteses faciais em 3D, do mundo, a partir de aplicativo de smartphone

Data: 26/12/2016 17:53

Com o objetivo de encontrar formas mais acessíveis de desenvolver próteses faciais, Rodrigo Salazar Gamarra, especialista em reabilitação bucomaxilofacial e mestre em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP), utilizou a câmera de um smartphone comum e os softwares 123D Catch Meshmixer, da Autodesk (www.autodesk.com), para criar uma técnica mundialmente nova para a reconstrução da face utilizando protótipos impressos em três dimensões.

 

O ineditismo do trabalho está na técnica. Utilizando um smartphone, o dentista utiliza a câmera do aparelho para tirar de fotos  do paciente com deformidade facial para captar a sua anatomia. A prótese é então desenhada já no formato 3D com o uso do aplicativo gratuito 123D Cath e depois o molde é impresso diretamente em 3D e transferido para o molde manual até a transformação de uma prótese em silicone e com acabamento próximo à natureza da pele humana. 

 

Uma das técnicas de modelagem 3D adotadas consiste em utilizar uma imagem espelhada do lado saudável da face ou de regiões únicas como a do nariz ou dos lábios do paciente ou de um doador digital.

 

Um dos pacientes submetido à técnica vive em São Paulo, tem mais de 40 anos e perdeu a órbita direita e parte do nariz em virtude de um câncer de boca. A equipe realizou o processo e, em menos de 20 horas, ele recebeu a prótese de silicone no rosto e pode sair na rua sem precisar usar óculos escuros para esconder o rosto.

 

“Existem muitos pacientes com mutilações faciais em decorrência de acidentes e doenças como o câncer. Nem todos podem custear um tratamento convencional. Softwares como o 123D Catch e equipamentos de baixo custo podem viabilizar o acesso ao tratamento e possibilitar que centros clínicos, que ainda não têm tecnologia de ponta, passem a oferecer uma alternativa de qualidade e baixo custo”, afirma Salazar Gamarra.


A pesquisa foi iniciada em dezembro de 2014, como dissertação do 
Mestrado em Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, em São Paulo. Em vista dos resultados positivos, Salazar Gamarra se prepara para avançar a pesquisa, agora em um doutorado. A dissertação de Mestrado foi orientada pelo Prof. Doutor Luciano Dib, da UNIP, com contribuições da especialista em próteses espaciais Rose Mary Seelaus, da Universidade de Illinois, em Chicago, e ainda, em parceria com o Centro Tecnológico da Informação Renato Archer (CTI), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Governo Federal, com apoio do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), da Fundação Capes, e a UNIFESP.


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